Limite de faturamento do MEI em 2026: como saber se você está perto do teto
Entenda o teto de R$ 81 mil do MEI em 2026, calcule quanto ainda pode faturar e saiba o que muda quando a receita passa do limite.

Severino
online
Quanto já faturei este ano?
14:32
Somei os recebimentos registrados para você conferir.
R$ 52.000,00
Faltam R$ 29.000 para R$ 81 mil
14:32
Neste guia
- Qual é o teto do MEI em 2026
- Faturamento não é lucro nem saldo da conta
- R$ 6.750 é referência mensal, não um bloqueio por mês
- Como calcular quanto falta para o limite do MEI
- Quem abriu o MEI no meio do ano tem limite proporcional
- O que acontece se passar de R$ 81 mil em 2026
- Uma rotina simples para acompanhar o teto
- Fontes oficiais consultadas
O limite de faturamento do MEI em 2026 é de R$ 81.000 de receita bruta no ano, equivalente a uma referência de R$ 6.750 por mês. Para saber se está perto do teto, some tudo o que recebeu com a atividade do negócio desde janeiro e subtraia esse total de R$ 81.000. Quem abriu o CNPJ durante o ano precisa usar o limite proporcional aos meses de atividade.
Esse acompanhamento não deve ficar apenas para a Declaração Anual do MEI. Quando o dono descobre o excesso meses depois, pode perder tempo para planejar a mudança de regime e organizar impostos, notas e caixa. Uma conferência curta durante o mês já mostra se o negócio está crescendo dentro do enquadramento atual ou se precisa conversar com o contador.
Qual é o teto do MEI em 2026
Para o MEI comum, o teto vigente em 2026 continua sendo R$ 81.000 no ano. O Portal do Governo informa uma transição já programada: R$ 110.000 em 2027 e R$ 140.000 em 2028. Portanto, o aumento futuro não autoriza ultrapassar os R$ 81.000 antes de 2027.
- 2026: limite anual de R$ 81.000.
- 2027: limite anual informado de R$ 110.000.
- 2028: limite anual informado de R$ 140.000.
- MEI Caminhoneiro segue um limite próprio e não deve usar os R$ 81.000 como referência.
Como regras tributárias podem receber regulamentações e atualizações, confirme o valor vigente no Portal do Empreendedor e com um profissional de contabilidade antes de tomar uma decisão de enquadramento.
Faturamento não é lucro nem saldo da conta
O limite considera a receita bruta da atividade: os valores recebidos pelas vendas de mercadorias e pela prestação de serviços do negócio, antes de descontar gastos. Se você recebeu R$ 10.000 e gastou R$ 6.000 para trabalhar, o faturamento continua sendo R$ 10.000; os R$ 4.000 restantes representam outro cálculo, ligado ao resultado.
Também não basta somar toda movimentação bancária. Segundo o Simples Nacional, salário, empréstimo, doação, transferência entre contas e outros valores que não vieram da atividade econômica não entram automaticamente no limite do MEI. O ponto central é a origem do dinheiro.
- Venda de produto do negócio: entra na receita bruta.
- Pagamento por serviço prestado: entra na receita bruta.
- Frete ou adicional cobrado do cliente como parte da venda: precisa ser considerado na receita da operação.
- Empréstimo recebido: não é faturamento da atividade.
- Transferência entre duas contas do mesmo dono: não cria nova receita.
- Salário de outro emprego: não é receita do CNPJ do MEI.
R$ 6.750 é referência mensal, não um bloqueio por mês
Para quem já começou o ano como MEI, o controle principal é anual. Você pode faturar mais de R$ 6.750 em um mês e menos em outro, desde que a receita bruta acumulada do ano permaneça dentro do teto aplicável. A média mensal ajuda a planejar, mas não transforma cada mês em um limite independente.
Essa diferença importa para negócios sazonais. Uma confeiteira pode vender muito em dezembro; um vendedor de roupas pode concentrar receita em datas comemorativas. O sinal de alerta não é um mês forte isolado, e sim o acumulado do ano mais a projeção realista do que ainda será vendido.
Como calcular quanto falta para o limite do MEI
Limite restante = limite aplicável no ano − receita bruta acumulada.
Média disponível por mês restante = limite restante ÷ quantidade de meses que faltam.
Exemplo: uma profissional faturou R$ 52.000 de janeiro a agosto de 2026. Restam R$ 29.000 até o teto de R$ 81.000. Dividindo esse valor pelos quatro meses de setembro a dezembro, ela teria uma média de R$ 7.250 por mês disponível no restante do ano. Isso não é meta nem autorização automática: é um indicador para planejar e revisar toda semana.
Faça uma segunda conta usando as vendas já contratadas. Se essa profissional já tiver R$ 18.000 em serviços agendados e costuma vender mais R$ 4.000 por mês sem agendamento, a projeção passa do limite. Esse é o momento de procurar o contador, e não de parar de registrar ou pedir pagamentos por fora.
Quem abriu o MEI no meio do ano tem limite proporcional
No ano de abertura, use R$ 6.750 multiplicados pelo número de meses entre a abertura e dezembro, contando a fração de mês como mês completo. Um MEI aberto em junho de 2026, por exemplo, tem sete meses considerados, de junho a dezembro, e limite de R$ 47.250 naquele ano. Em janeiro do ano seguinte passa a valer o teto anual correspondente ao novo calendário.
Não divida R$ 81.000 pelos dias restantes e não use doze meses quando o CNPJ foi aberto depois de janeiro. O limite proporcional é uma das causas mais comuns de surpresa para quem formaliza um negócio que já estava vendendo bem.
O que acontece se passar de R$ 81 mil em 2026
O efeito depende do tamanho do excesso. Pelas orientações oficiais vigentes, ultrapassar em até 20%, chegando no máximo a R$ 97.200, leva ao recolhimento complementar sobre o excedente e ao desenquadramento com efeito no ano seguinte. Quando o excesso supera 20%, o desenquadramento produz efeito retroativo ao início do ano; no primeiro ano de atividade, pode retroagir à abertura do CNPJ.
- Até R$ 81.000: dentro do teto anual de 2026.
- Acima de R$ 81.000 e até R$ 97.200: excesso de até 20%.
- Acima de R$ 97.200: excesso superior a 20%, com efeitos retroativos previstos nas regras atuais.
- A comunicação obrigatória deve ser feita no prazo aplicável; procure apoio contábil assim que perceber o excesso.
Não espere o fim do ano para buscar orientação. A data do excesso, o ano de abertura, o tipo de atividade e outras condições do MEI podem mudar as providências. O controle operacional mostra o sinal; o contador confirma o tratamento tributário correto.
Uma rotina simples para acompanhar o teto
- Registre toda venda e serviço recebido com data e valor.
- Separe receita do negócio de empréstimos e transferências.
- Confira o acumulado pelo menos uma vez por semana.
- Compare o limite restante com pedidos, contratos e sazonalidade.
- Guarde notas e comprovantes e faça uma conciliação mensal.
- Acione o contador antes de atingir o teto quando a projeção indicar excesso.
Ao registrar corretamente os recebimentos, o Severino ajuda a manter um histórico organizado e a consultar o acumulado operacional pelo WhatsApp. Essa visão depende da qualidade dos registros e não substitui notas fiscais, Declaração Anual nem revisão contábil.
Para criar esse hábito sem planilha, veja também como organizar o controle financeiro pelo WhatsApp.
Fontes oficiais consultadas
O teto do MEI não se acompanha pelo saldo bancário: acompanhe a receita bruta da atividade, o acumulado do ano e a projeção do que ainda será vendido.
Da leitura para a rotina
Registre o que acontece sem parar o negócio.
O Severino ajuda a organizar entradas, saídas e pendências pelo WhatsApp e deixa o dono no controle das decisões.
Perguntas frequentes
Qual é o limite de faturamento do MEI em 2026?
O teto do MEI comum em 2026 é R$ 81.000 de receita bruta anual. O MEI Caminhoneiro possui limite próprio.
O MEI pode faturar mais de R$ 6.750 em um mês?
Sim. Para quem já começou o ano como MEI, R$ 6.750 é uma referência média; o limite principal é o acumulado anual. No ano de abertura, essa referência é usada para calcular o teto proporcional aos meses de atividade.
Como calcular quanto ainda posso faturar como MEI?
Subtraia a receita bruta acumulada do limite aplicável no ano. Em 2026, para um MEI aberto antes de janeiro, a conta é R$ 81.000 menos o faturamento acumulado.
O que acontece se o MEI faturar mais de R$ 81 mil em 2026?
Se o excesso for de até 20%, alcançando no máximo R$ 97.200, há recolhimento complementar e desenquadramento com efeito no ano seguinte. Acima de 20%, as regras atuais preveem efeito retroativo. Procure um contador imediatamente.
Empréstimo e transferência bancária contam no limite do MEI?
Não quando não representam receita da atividade. O limite considera valores recebidos por vendas e serviços do negócio, não simples transferências entre contas, empréstimos, doações ou salário de outro emprego.